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Recuperação judicial é alternativa estudada para a OAS

12Jan2015Jan12,2015
Reestruturação e Insolvência
Valor Econômico

​Recuperação judicial é alternativa estudada para a OAS

Da redação

Em dificuldades financeiras decorrentes da Operação Lava-Jato, o grupo OAS começa a analisar diferentes medidas a serem tomadas em seu plano de reestruturação financeira. Nos bastidores, já está sendo estudada a possibilidade de a companhia ter de fazer um pedido de recuperação judicial.

Segundo pessoas ligadas à companhia, vários caminhos começam a ser analisados e a recuperação judicial é apenas um deles, embora não agrade aos administradores. Por enquanto, está sendo feito um diagnóstico da situação, para depois se pensar nas medidas reais a serem tomadas – como recuperação judicial, recuperação extrajudicial, venda de ativos e negociação de novas propostas com credores. Uma decisão sobre o que será posto em prática deve levar de 30 a 60 dias.

Diferentes ativos continuam sendo avaliados para possível venda, mas ainda não há nenhuma negociação concreta em curso. Está em análise para venda principalmente a fatia de 25% na Invepar (de concessões). Segundo pessoas ligadas à OAS, é "impossível" a companhia manter a participação. Os 25% valem R$ 2,7 bilhões (conforme avaliação presente no balanço da Petros, que tem a mesma participação). Neste momento, no entanto, a fatia está sendo avaliada informalmente por valores que vão de R$ 1,5 bilhão a R$ 3,5 bilhões.

Também estão sendo analisadas para venda as participações em arenas esportivas (estádios do Grêmio, Fonte Nova e Arena das Dunas), na OAS Soluções Ambientais (de saneamento) e em negócios de óleo e gás.

A OAS comunicou oficialmente, na semana passada, que, "em função das dificuldades de acesso ao mercado de crédito, está em discussões com seus credores de forma a possibilitar uma reestruturação financeira". A companhia também informou que "adotou a venda de determinados ativos para reforçar sua liquidez" e que contratou como assessor financeiro a G5 Evercore e como assessores legais o Mattos Filho e o White & Case LLP.

As informações sobre a venda de ativos da OAS foram antecipadas pelo Valor em 16 de dezembro. Além de enfrentar escassez de capital (com sua dívida superando em dez vezes o caixa), a empresa tem dificuldade para contratar mais crédito no mercado - temeroso com os efeitos da Operação Lava-Jato para a OAS.

Outros investigados pela operação também enfrentam dificuldades para obter crédito, como é o caso da Engevix. A empresa negocia sua fatia de 40,65% na Desenvix (de energia) com o grupo norueguês Statkraft por R$ 500 milhões. A expectativa dos envolvidos é que o negócio seja fechado nas próximas semanas.​​

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