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Fusões e aquisições recuam 21% no Brasil em outubro, segundo TTR

8Nov2018Nov8,2018
Mercado de capitais
Valor Econômico

Por Rita Azevedo SÃO PAULO - O número de operações de fusão e aquisição no Brasil recuaram 21,2% em outubro em comparação com o mesmo período anterior, para 74 operações. Os dados são do relatório mensal da Transactional Track Record (TTR), empresa que monitora operações desse tipo no Brasil e na América Latina, em parceria com a consultoria LexisNexis e o escritório de advocacia TozziniFreire Advogados.

Outubro foi o mês com o menor número de operações desde junho de 2017, quando foram registrados 70 negócios.

Do total de operações de outubro, 32 tiveram seus valores revelados, somando R$ 9,8 bilhões -- 38% abaixo do montante registrado em igual mês de 2017, de R$ 15,8 bilhões de reais.

O destaque do último mês, segundo a TTR, ficou com a conclusão da aquisição da Somos Educação, no valor de R$ 4,1 bilhões, pela Kroton.

Entre os segmentos, o de tecnologia foi o que registrou o maior número de fusões e aquisições em outubro, com 21. No ano, o setor já acumula 194 operações desse tipo.

Em seguida, aparece o segmento financeiro e seguros, com 12 operações em outubro e 128 fusões e aquisições no ano. Este é seguido pela área de saúde, higiene e estética, que registrou 9 operações em outubro e 95 desde o início de janeiro.

Ano

De janeiro a outubro, a TTR registrou 927 anúncios de operações de compra e venda de participação envolvendo empresas brasileiras, 0,7% inferior aos registrados no mesmo intervalo de 2017. Do total, 404 revelaram valores, que somados chegam a R$ 159,9 bilhões -- 0,4% maior na comparação anual.

Foram registradas, desde o início do ano, 177 operações na modalidade de capital privado, 16% mais que em 2017. As 115 transações que tiveram seus valores revelados somaram R$ 4 bilhões, 67% maior na comparação anual.

Na parte de capital de risco, o número de investimentos anunciados cresceu 6% no ano, para 89 operações. O total investido aumentou 9%, para R$ 19,9 bilhões.

Os Estados Unidos foram o país com o maior número de aquisições no mercado brasileiro entre janeiro e outubro, com 63 operações. O país também fica em primeiro lugar em termos de valor, com R$ 6,06 bilhões.

No ranking de assessores financeiros por valor de transações, considerando os dez primeiros meses do ano, o líder é o Bradesco BBI (R$ 60,5 bilhões), seguido por Itaú BBA (R$ 53,7 bilhões) e Bank of America, (R$ 44 bilhões).

O líder entre assessores jurídicos é o escritório Cescon, Barrieu Flesch & Barreto Advogados (R$ 52,6 bilhões), Mattos Filho, Veiga Filho, Marrey Jr. e Quiroga Advogados (R$ 51,2 bilhões) e TozziniFreire Advogados (R$ 41,2 bilhões).


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