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Fusões e aquisições no Brasil caem 40,6% em maio

5Jun2018Jun5,2018
Societário/M&A
Valor Econômico

Por Ivan Ryngelblum | Valor

SÃO PAULO  -  O número de operações de fusão e aquisição no Brasil recuaram pelo segundo mês consecutivo em maio, na comparação com o mesmo período do ano passado, em 40,6%, para 54 operações. Os dados são do relatório mensal da Transactional Track Record (TTR), empresa que monitora operações de fusões e aquisições no Brasil e na América Latina, em parceria com a consultoria LexisNexis e o escritório de advocacia TozziniFreire Advogados.

Dessas operações, 18 tiveram seus valores revelados, somando R$ 4,2 bilhões, uma queda de 65,6% ante maio de 2017. O destaque do mês passado foi a conclusão da aquisição da Piraquê pela fabricante de alimentos M. Dias Branco, em uma operação avaliada em R$ 1,5 bilhão.

No setor de capital privado, o número de operações caiu 80%, para dois acordos fechados, com um volume financeiro de R$ 100 milhões, queda de 98% ante o mesmo mês de 2017. Na parte de capital de risco, houve oito transações, queda de 43% e recuo de 96% em termos de valores, a R$ 30 milhões.

No acumulado do ano, o relatório apurou que a quantidade de fusões e aquisições baixaram 15,5% em termos de quantidade, de 435 a 377 registros. Deste total, 157 tiveram seus valores divulgados, somando R$ 92,8 bilhões, aumento de 32,2%.

O setor de tecnologia continuou sendo o setor com maior número de fusões e aquisições entre janeiro e maio, com 79 operações, um crescimento de 8%. Em seguida aparece a parte de finanças e seguros, com 42, queda de 11%, e saúde, higiene e estética, com 35 fusões e aquisições, baixa de 17%. Os Estados Unidos foram o país com o maior número de aquisições no mercado brasileiro entre janeiro e maio, com 32 operações. Em termos de valor, o Japão ficou em primeiro lugar, com R$ 3,8 bilhões.

No ranking de assessores financeiros por valor de transações, considerando os cinco primeiros meses do ano, o líder foi o Itaú BBA (R$ 54,1 bilhões), seguido por Riza Capital (R$ 41,8 bilhões) e Morgan Stanley (R$ 40 bilhões). O líder entre os assessores jurídicos é o escritório Mattos Filho, Veiga Filho, Marrey Jr. e Quiroga Advogados (R$ 49 bilhões), seguido por Cescon, Barrieu Flesch & Barreto Advogados (R$ 46,7 bilhões) e TozziniFreire Advogados (R$ 39,3 bilhões).

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