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16Abr2015Apr16,2015

​Argentinos suspendem eleição de bilionário no conselho da Usiminas

A ítalo-argentina Ternium conseguiu nesta quarta-feira (15) suspender na Justiça a eleição do bilionário Lirio Parisotto para o conselho da siderúrgica Usiminas. Ele ainda pode recorrer da decisão.

Na semana passada, Parisotto, que detém 4% das ações da empresa, foi eleito membro do conselho com apoio dos minoritários. Seu aliado, Marcelo Gasparino, ficou com a presidência do colegiado.

O bilionário aproveitou uma briga entre os controladores da Usiminas, os japoneses da Nippon e os argentinos da Ternium, para tomar o comando da companhia. A assembleia foi marcada por troca de acusações e já eram esperadas contestações na Justiça.

"Para a Ternium, a decisão da Justiça é muito importante, porque restabelece a regra da maioria e o acordo de acionistas", disse Eduardo Munhoz, sócio do escritório Mattos Filho e advogado da Ternium.

A juíza Patrícia Santos Firmo, da primeira vara empresarial de Belo Horizonte, acatou os argumentos dos argentinos. Eles alegam que assembleia de acionistas foi ilegal, porque anulou os votos dos controladores.

Como não havia acordo entre Nippon e Ternium, o acordo de acionistas obriga os controladores a votaram contra os nomes sugeridos pelos minoritários: Parisotto e Marco Bologna, indicado do banco BTG.

O presidente da assembleia, no entanto, desconsiderou os votos dos controladores, com a justificativa de que o conselho não poderia funcionar sem o oitavo membro. A justiça entendeu, no entanto, que a empresa precisa de no mínimo três conselheiros e já tinha sete.

Gasparino, aliado de Parisotto, continua na presidência do conselho, porque a liminar não afetou sua eleição, mas perde força no jogo de poder. Com oito membros, a tendência era as votações empatarem, com japoneses de um lado e argentinos do outro, dando o voto de "minerva" a Gasparino sobre as decisões mais importantes.

Procurado, Parisotto preferiu não se pronunciar e não revelou se vai recorrer da decisão. ​

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